Quem investe em um sistema fotovoltaico quer que os painéis e o inversor durem muitos anos. O que muitos projetos de energia solar deixam de fora é a proteção contra surtos. Um inversor conectado à rede sem proteção adequada pode ser o primeiro equipamento a queimar quando um raio cai perto ou quando a concessionária faz uma manobra na rede.

Neste post, explicamos quando um sistema fotovoltaico precisa de DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos), onde ele entra na instalação e por que essa proteção anda junto com o aterramento e o SPDA. Para o projeto e a execução da proteção completa do seu sistema, a instalação de DPS é o serviço que atende essa demanda.

Por que o inversor fotovoltaico é sensível a surtos

O inversor é o coração do gerador solar. Ele converte a corrente contínua dos painéis em corrente alternada para alimentar a casa ou empresa. Por ser um equipamento eletrônico repleto de componentes sensíveis, ele é justamente o mais exposto a surtos de tensão.

Os surtos que chegam a um sistema fotovoltaico vêm de duas direções:

  • pela rede elétrica da concessionária, quando há manobras, religamentos ou raios próximos que elevam a tensão da rede;
  • pela estrutura dos painéis e cabos externos no telhado, que ficam expostos a descargas atmosféricas e podem conduzir surtos induzidos até o inversor.

Sem proteção, um surto pode danificar o inversor, os equipamentos conectados e, em casos mais graves, exigir a substituição de placas e componentes. Esse é um prejuízo que a proteção correta evita com um custo pequeno diante do valor do sistema.

Quando o sistema fotovoltaico precisa de DPS

A necessidade de DPS em um sistema solar é definida pela análise de risco, seguindo as normas de instalação. Na prática, quase todo sistema fotovoltaico se beneficia de proteção contra surtos, mas alguns cenários tornam a instalação ainda mais importante:

  • o inversor fica em local externo ou exposto, longe do quadro de proteção;
  • a estrutura dos painéis fica acima da vizinhança, mais suscetível a descargas;
  • a região tem alta incidência de raios;
  • a instalação já sofreu queima de equipamentos após temporal;
  • o imóvel também tem SPDA ou para-raios instalado;
  • a rede elétrica da região é instável, com quedas e religamentos frequentes.

A NBR 5419:2026, que trata do sistema de proteção contra descargas atmosféricas, considera o DPS parte da proteção dos equipamentos internos. Já a NBR 5410 define as exigências para instalações elétricas de baixa tensão, incluindo o ponto de conexão do inversor. Quando há estrutura metálica no telhado, cabos externos e equipamentos eletrônicos, as duas normas precisam ser consideradas em conjunto.

Onde o DPS entra na instalação solar

A proteção contra surtos em um sistema fotovoltaico não é um único dispositivo colocado em qualquer ponto. Ela é dimensionada para os dois lados da geração:

  • no lado da corrente contínua, protegendo o caminho entre os painéis e o inversor contra surtos vindos das placas e dos cabos externos;
  • no lado da corrente alternada, na saída do inversor e no quadro geral, protegendo contra surtos vindos da rede da concessionária.

O dimensionamento do DPS (classe e capacidade de corrente) é uma decisão de projeto. Um DPS subdimensionado não suporta o surto real; um mal selecionado para o ponto de instalação não protege o equipamento que precisa. Por isso a proteção é definida com base na análise de risco e nas características da instalação, não copiada de um projeto para outro.

DPS, aterramento e SPDA: proteção que se completa

Um erro comum é achar que basta instalar um DPS no quadro. A proteção contra surtos só funciona bem quando existe um aterramento adequado para drenar a energia do surto. Se a malha de terra está mal dimensionada ou descontinuada, o DPS não tem para onde direcionar a descarga com segurança.

Da mesma forma, em imóveis com SPDA ou para-raios no telhado, a estrutura metálica dos painéis precisa ser avaliada. Em muitos casos ela pode funcionar como componente do SPDA, desde que calculada e interligada corretamente. A equipotencialização entre todos os aterramentos do imóvel é obrigatória para evitar diferenças de potencial perigosas.

Na prática, um sistema solar bem protegido combina três camadas: o aterramento correto, a proteção contra surtos (DPS) dimensionada e, quando o risco exige, a integração com o SPDA. Cada uma tem seu papel e nenhuma substitui a outra.

Manutenção e laudo técnico

Os DPS têm vida útil limitada. Cada surto absorvido desgasta os componentes internos, mesmo que o equipamento continue funcionando. Por isso:

  • verifique os indicadores visuais de estado do DPS, quando disponíveis;
  • faça inspeção periódica integrada à manutenção da instalação elétrica;
  • substitua o DPS quando houver sinais de queima, descarga próxima ou indicação de falha;
  • documente a proteção instalada para atualizar o laudo técnico.

Quando o sistema solar ou a instalação elétrica passa por alteração, a proteção deve ser reavaliada. Um sistema que mudou de tamanho, recebeu mais painéis ou teve o inversor trocado pode precisar de um DPS com especificação diferente.

Proteja seu gerador solar em São Paulo

A ABI Antel atua em São Paulo e Grande SP desde 1984 com instalação de DPS para sistemas fotovoltaicos, integrada ao aterramento e ao SPDA quando necessário. O trabalho inclui projeto, instalação e laudo técnico assinado por engenheiro responsável, com ART registrada no CREA-SP.

Se você vai instalar painéis solares, já tem um sistema em operação ou quer revisar a proteção atual, envie uma mensagem pelo formulário de contato ou WhatsApp. A equipe avalia a sua instalação e orienta os próximos passos para proteger o seu investimento em energia solar.